Jogos Olímpicos Especiais

Os «Jogos Olímpicos Especiais» adotaram como missão oferecer às pessoas que vivem com deficiências mentais a possibilidade de se realizarem através do esporte. Esta organização internacional, criada por Eunice Kennedy Shriver, festejou seu 50º aniversário em Chicago e, para cobrir um torneio internacional de futebol, outros jogos e animações comemorativos dessa ocasião através de fotografias e vídeo, depositou a sua confiança na AFP-Services.

Durante cinco dias, de 17 a 21 de julho, a AFP-Services enviou a Chicago 5 fotógrafos e  6 profissionais de vídeo-arte sediados nos Estados-Unidos. E, para tratar até 12.000 fotografias por dia, foi enviado um editor de Paris. Antoine Lajoie, que lidava com a sua primeira missão em campo. Lajoie explica como trabalhou e aquilo que o marcou.

Para esta primeira missão, em que constituiu o grosso do trabalho?

Nos primeiros quatro dias o torneio de futebol reuniu 23 equipes no total (masculinas e femininas). A  tarefa mais pesada foi lidar com 12 jogos por dia. A partir da sala de imprensa do estádio, eu recebia as fotografias numa média de mil por jogo e por fotógrafo. O desafio foi alimentar a base de dados da organização bem como as respectivas redes sociais de forma a transmitir o evento em tempo real e selecionar uma centena de fotografias por dia para a base de dados para que estivessem à disposição dos clientes.

Como é que se faz a seleção das fotografias para uma competição desta natureza?

Da mesma forma que para qualquer competição esportiva. Os fotógrafos focaram nas ações de jogo, dribles, pénaltis, etc. Certas fases do jogo eram muito técnicas, com alguns jogadores muito talentosos e, por isso, não houve problema em encontrar boas fotos.

Quais foram os principais motivos de satisfação?

O fato de a missão ter sido um sucesso. O cliente está satisfeito com a cobertura feita e fez-nos saber isso; isso dá prazer e inspira confiança relativamente às perspectivas da AFP-Services. Ao ter trabalhado em campo em conjunto com os membros dos Jogos Olímpicos Especiais, pude constatar que a organização era sólida, impressionante. Mesmo se esta organização é pouco conhecida na França, nos Estados-Unidos é muito conhecida, mesmo em um nível nacional.

Trata-se então de uma experiência a repetir?

Com muito prazer, evidentemente. Os Jogos mundiais de verão vão ter lugar no próximo ano em Abou Dhabi e, desta vez, vai haver mais esportes para cobrir e mais fotografias para tratar. Eu torço para que a AFP-Services seja novamente escolhida para fazer a cobertura.

Algum fato curioso para contar?

Sim. No último dia do evento um jovem autista de Bangladesh desapareceu e a informação foi divulgada nos meios de comunicação locais. Eu consegui facilmente encontrar uma imagem dele entre todas as produções fotográficas, que o nosso editor de vídeo fez seguir para todos os canais de televisão. De fato, a fotografia foi utilizada em escala nacional. O atleta foi depois encontrado a 500 km de distância, na casa de uns parentes afastados. Esta imagem pode não ter ajudado a resolver “a investigação”, mas gosto de acreditar que sim.