Crise do Ebola

Em novembro de 2014, durante o momento mais crítico da epidemia de Ebola que assolou a Guiné, a Libéria e Serra Leoa, a AFP-Services enviou uma equipe para as áreas afetadas para cobrir o trabalho de dois organismos da ONU – PNUD e UNFPA – e da Comissão Europeia no local, que tentavam conter esse surto devastador.

Foi uma tarefa estressante, perigosa e exaustiva. O jornalista de vídeo Edouard Dufrasne, de Bruxelas, e o fotógrafo Kenzo Tribouillard, de Paris, passaram por um rigoroso treinamento de segurança antes de embarcarem na missão.

Ao longo de um mês no campo, trabalhando em todos os três países, pudemos realizar um registro valioso e emocionante do trabalho crucial realizado pela ONU e pela Comissão Europeia para ajudar a conter a doença.

A WORD FROM THE INSIDE

UMA PALAVRA DE DENTRO DO CAMPO

“Eu já trabalhei diversas vezes como jornalista de vídeo em zonas de conflito”, afirmou Edouard Dufrasne. “Na verdade, eu tinha acabado de voltar da Síria e do Iraque quando recebi essa missão”. Mas, de certa forma, cobrir a epidemia e suas terríveis consequências foi “muito mais assustador” do que cobrir uma guerra, disse ele. “Não há linha de frente – o perigo pode vir de qualquer lugar e de todos os lugares. Tocar uma maçaneta podia ser arriscado. Para ser honesto, eu me sentia mais confortável em uma linha de frente sabendo que o ISIS estava dali a 500 metros”. Para completar a missão, Edouard trabalhou lado a lado com representantes da ONU que estavam no local, e acompanhou de perto os comissários da ONU em suas visitas às áreas afetadas.